top of page

Saúde mental no trabalho: o que as empresas estão enfrentando hoje

Foto do escritor: Mannaz Núcleo de Desenvolvimento Humano
Mannaz Núcleo de Desenvolvimento Humano
15 de jun.
3 min de leitura

Atualizado: 30 de jun.



Nos últimos anos, falar sobre saúde mental no trabalho deixou de ser um tema secundário para se tornar uma questão central dentro das organizações.


Não apenas pelos números, que por si só já são preocupantes, mas pela experiência cotidiana vivida dentro das empresas.

Equipes sobrecarregadas, dificuldade de concentração, aumento da irritabilidade, conflitos nas relações, afastamentos mais frequentes... Esses sinais têm se tornado cada vez mais presentes no dia a dia organizacional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade no mundo. No Brasil, dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam o crescimento dos afastamentos relacionados à ansiedade, depressão e o burnout.

Mas, para além dos dados, existe algo que muitas empresas já perceberam na prática: há um sofrimento silencioso acontecendo dentro dos ambientes de trabalho.


O que mudou no mundo do trabalho?


O cenário atual trouxe transformações importantes. A aceleração das demandas, a necessidade constante de adaptação, a insegurança em relação ao futuro e a dificuldade de equilibrar vida pessoal e profissional têm impactado diretamente a saúde emocional dos colaboradores.

Além disso, as relações de trabalho também se tornaram mais complexas.

Nem sempre há espaço para diálogo, para escuta ou para a elaboração dos conflitos. E, quando isso não acontece, o que poderia ser elaborado na relação acaba sendo internalizado e, muitas vezes, se transformando em sintomas.

 

Quando o sofrimento não encontra espaço


Na ausência de espaços de escuta, o sofrimento tende a aparecer de outras formas:

  • Queda de produtividade

  • Desmotivação

  • Aumento de erros

  • Dificuldades nas relações

  • Afastamentos frequentes

Nem sempre o problema está apenas na função exercida, mas na forma como esse colaborador está conseguindo (ou não) sustentar o seu papel naquele contexto.

E aqui, mais uma vez, falamos de pessoas com histórias, emoções e limites.

 

Um movimento necessário: o cuidado como responsabilidade também das empresas


Esse cenário tem provocado mudanças importantes.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) reforça a responsabilidade das empresas na gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

Isso significa reconhecer que fatores como estresse, sobrecarga, assédio e relações adoecidas também fazem parte dos riscos ocupacionais e também precisam ser cuidados.

Mais do que uma exigência normativa, trata-se de um movimento necessário diante da realidade que estamos vivendo.

 

Para além da produtividade: um novo olhar


Cuidar da saúde mental no trabalho não é apenas uma estratégia para melhorar resultados. É, antes de tudo, um cuidado com as pessoas.

E, quando esse cuidado acontece, os resultados aparecem como consequência:

  • Relações mais saudáveis

  • Maior engajamento

  • Comunicação mais clara

  • Ambientes mais colaborativos

  • Redução de afastamentos

Mas talvez o ponto mais importante seja outro: a possibilidade de construir um ambiente onde as pessoas possam existir com mais inteireza e qualidade, uma vez que propiciará saúde mental.

 

Caminhos possíveis


Não existe uma única solução, cada organização tem sua cultura, sua história e seus desafios. No entanto, algumas iniciativas têm se mostrado eficazes:

  • Criação de espaços de escuta

  • Desenvolvimento emocional de equipes e lideranças

  • Rodas de conversa e intervenções grupais

  • Acompanhamento psicológico / plantão psicológico

  • Ações preventivas voltadas à saúde emocional

Mais do que ações pontuais, o que faz diferença é a construção de uma cultura que legitime o cuidado.

 

O olhar do Mannaz


No Mannaz – Núcleo de Desenvolvimento Humano, compreendemos o ambiente de trabalho como um espaço de relações. E é nas relações que também se encontram possibilidades de transformação.

Nosso trabalho busca criar espaços onde seja possível:

  • Refletir sobre os papéis exercidos

  • Ampliar a consciência nas relações

  • Desenvolver recursos emocionais

  • Resgatar a espontaneidade e a capacidade de responder de forma mais saudável aos desafios

Acreditamos que, quando o colaborador se reconhece e encontra espaço para se expressar, algo se transforma - não apenas nele, mas também no ambiente ao seu redor.

 

Vamos refletir


Talvez a pergunta que fique para as empresas hoje não seja apenas “como aumentar a produtividade?” Mas sim:


“Que tipo de ambiente estamos construindo, e o que ele tem provocado nas pessoas que fazem parte dele?”


Cuidar dessa resposta pode ser um dos caminhos mais consistentes para o futuro das organizações.


Odaice Formagge Santos

Psicóloga - Psicodramatista

CRP 06/48122



 
 
 

Comentários


bottom of page